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2013: O que fazer com um ano inútil

Resumindo tudo e contra a corrente de louvor papal, o ano de 2013 teve como figura principal o conflito e poderia ser retratado por um jovem mascarado a atirar pedras contra a polícia. Nunca como em nenhum outro ano a contenção policial foi necessária perante a ordem de injustiças, desigualdades, nepotismos, etc., etc. etc. Os Estados deixaram de representar os povos, as nações estão a ser desmontadas e os grandes interesses financeiros instalam-se com uma linguagem musculada sobre o mundo, definido as barreiras dos que tem e dos que estão excluídos deste novo mundo que se desenha, ficando ainda umas réstias por eliminar mas que se mantem enquanto necessárias. Neste mundo conturbado onde grandes interesses se disfarçam, de Estado (Rússia, China ou Coreia, por exemplo) e onde o Estado foi substituído por interesses específicos de natureza transnacional (Portugal, Grécia ou Itália) ou aqueles em que o Estado é uma fachada de recurso (EUA) para interesses particulares. A dívida, a crise,...

Srebrenica

Sbrenica faz 18 anos. É a prova de que a Europa nunca será unida e que, ciclicamente, fará as suas purgas, por dinheiro, crença ou prepotencia. Ou todas juntas.

Simple Minds - Mandela Day (Lyrics)

Balanço e Contas: 2 anos de governação

Ao fim de 2 exaustivos anos de governação importa fazer uma reflexão não sobre os atos do governo mas sim sobre o comportamento da sociedade em geral relativamente ao que se está a passar. Para faze-lo, importa ter presente algumas premissas que a comunicação social e as pessoas em geral insistem em negligenciar e a fingir ignorantemente que não são as traves mestras do comportamento governativo: 1. Este governo não governa para os portugueses nem para os seus eleitores; 2. Este governo não pretende implementar qualquer modelo económico. Pretende apenas criar a rutura necessária à implantação de um; 3. A sua intervenção orienta-se por uma falsa perceção de que a sociedade portuguesa entrou em rutura com o socialismo e as conquistas sociais do 25 de Abril; 4. Para agradar credores e cair no goto do sistema financeiro que irá propiciar empregos futuros a quem for mais bandalho com o seu país, usou o medo para tornar a mudança incontornável, culpando e responsabilizan...

Billy Bragg - Internationale

Há muito para aprender neste mundo!

O “cisma grisalho” e o restaurador Olex

O que encanta em Portas é o grau de demagogia com que nos brinda a cada messiânico discurso. A expressão marcante do seu discurso (há muitas, mas esta é o must!) o “cisma grisalho remete-nos para uma teologia com problemas de próstata, o marcante referencial da separação da fé por modalidades em relação direta com a miopia dos argumentos!   Portas coloca uma barreira onde ela, de fato, não existe. Podemos ficar grisalhos aos 30 ou 40 anos, podemos chegar aos 80 sem fio de cabelo ou usar peruca! Se o “cisma” tem como referencial a “situação” da pessoa (reformado) teremos que contabilizar o largo cadastro institucional dos precocemente inúteis, deputados e demais políticos que após uma exaustiva contribuição para o país (em média uns 12 anitos!) conseguem sacar um arrimo que conforte o insubstituível e dedicado trabalho público de enterramento da nação. Estes precocemente reumáticos são um encargo que é preciso proteger, erguendo barricadas de ameaças falsas para que a n...

Portas e o discurso da Montanha

Pouco passava das 19h quando Portas subiu ao púlpito para falar ao povo sedento de um milagre que retirasse esta pandilha do Estado português e provocasse um controverso delírio furioso nas massas, felizes como se todos os clubes tivessem ganho a Liga de futebol em simultâneo. Mas a jactância da palavra (agora o sound bite foi reduzido a palavras “diferentes”) que caracteriza os divinizados aponta apenas para um caminho: a ponderação. E Portas disse: “ Irmãos, tal como vós, eu sofro as mil dores que provém destes maléficos demónios que passo a vida a tentar domar. São eles que, apesar da minha humilde reticência, do meu moderado repúdio e do avisado e experiente conselho, não conseguem passar sem o prazer de ver as vossas provações, os lancinantes gritos de sofrimento .” E mais disse: “ Sabeis que estou aqui para controlar o controlável, para não tolerar o intolerável e para me regozijar com o vosso sacrifício que também é o meu. Quiçá o meu seja maior porque te...

A nova moeda

Presumindo a saída do Euro, não gostaria de regressar ao Escudo. Teve o seu tempo de heroísmo pátrio. Não é uma nomenclatura monetária do Séc. XXI. Morabitinos era bonito e impronunciável no Norte da Europa mas está muito datado e foi criado na inveja da moeda muçulmana. O Real já tem dono e é uma versão filosófico-republicana (Real de realidade e não de realeza). Precisamos de algo com carater de resistência histórica como o Condestável (1 Condestável = 10 Aristides = 100 Viriatos) ou mais modernaço como o Mourinho (1 Mourinho= 10 Ronaldos=100 Nanis). Também gostaria de um elogio a Arte como o Pessoa (1 Pessoa= 10 Camões=100 Saramagos). No caso de cada zona do país poder ter a sua moeda, Cascais teria a Plástica ( 1 Mamoplastia = 10 Rinoplastia= 100 peelings) ou a moeda para os meios políticos de seu nome TACHO (1 EDP=10 GALP=100 BRISA). Seria bom começarmos a ponderar.

Um país governado por comentadores de televisão

15. Numa arrumação (quase) aleatória dos comentadores numa estrutura de governo ficaríamos com um supergoverno do centrão . Este pessoal que sabe tudo desde que virou comentador e que andou a marulhar e fintar o destino quando esteve na cátedra daria um governo de grande espetacularidade mediática. Basta dizer que as televisões ofereceriam o triplo do que costumam oferecer aos clubes de futebol pela transmissão direta do Conselho de Ministros! Não se deixem turvar pela diferenciação ideológica. Isto teve o seu tempo, o que interessa são os equilíbrios dinâmicos que a pluralidade opinativa permitiria. Senão vejamos: Primeiro-Ministro : José Sócrates Ministro da Economia : Francisco Louçã Ministro das Finanças : Manuela Ferreira Leite Este “core” de largo espectro permitiria uma panóplia de soluções para o país como nunca a democracia experienciou. A ratice de Sócrates, o retroativismo de Manuela e o avant gardismo de Louçã levariam a uma multitude de soluçõ...

Os perigos do Bloco Central

13. Imaginem que havia eleições em Julho e que apenas votavam os obsessivos compulsivos e os que beneficiam de tachos temporários ou vitalícios. Dos 8 milhões de eleitores votavam 2/3 milhões e elegiam PS e PSD empatados tecnicamente. Teríamos o governo centrão com Passos e Seguro. Por isso, sou dos que defende a continuação do mandato deste governo até o fim! Resta-nos confiar que o tempo e a divina providência  evitem uma revisão constitucional.

Um cenário eleitoral sem atores

12. Se a política deixou de ser um assunto sério, povoado por atores de comicidade duvidosa porque temos de assistir a esta antropofagia tribal que nada acrescenta ou resolve? Se deixou de ser o cerne da vida pública para passar a entretimento, porque nenhum deles sabe cantar, dançar ou ser pelo menos interessante? Se a política de hoje faz um apelo hedonista, porque não há políticos bonitos, com corpos prontos para o strip (Merkel não conta!) e ares sensuais? Não poderiam ao menos andar bem vestidos e de cabelo arranjado? Uma eleição com os atuais protagonistas que temos não augura nada de bom para a Democracia. E se pensarmos no risco que representa um processo eleitoral em Julho…

A saída do Euro: verdades e consequências. Quem cai verdadeiramente no poço?

11. Lembro com saudades das tardes do Liceu sem aulas, sentados na relva a jogar verdade e consequência. Evitávamos a verdade como forma de alcançar um maior bem no risco de uma estrondosa vergonha ou a glória da conquista, do beijo roubado ou da conversa cheia de promessas. Às vezes, algo mais. O eletrizante momento em que somos chamados a cair no poço e suportar a quantificação do fundo aleatório da consequência e descobrir o prazer ou a desilusão representam a inesquecível lição: somos felizes quando o desejo é mais forte que o medo. Do mesmo modo, sair do Euro implica o mesmo sentimento. É um mergulho de olhos fechados. Podemos embater contra o fundo, cambalear e levar anos a sair do poço. Sentiremos todas as dores deste percurso difícil. Mas poderemos extrair vantagens únicas. Ou poderá ser o reencontro com um EU nacional que esquecemos, a redescoberta da nossa entidade, soterrada pela lama de uma ilusão europeia de uma Europa de que não fazemos parte porque o no...

Fim do xadrez político: substituição pelas damas

10. O nível está tão baixo que a expressão que designa o taticismo político tem de ser substituída. No xadrez, as peças ocupam o lugar do adversário; nas damas, comem-nas. No xadrez, as peças tem funções diferenciadas mas mesmo um peão pode transformar-se em rainha. Nas damas todos são indiferenciados e só ficam importantes quando uma peça se poem em cima da outra. No xadrez, o objetivo é cercar o rei adversário, incapacitando-o de se movimentar. Nas damas ganha quem acabar com o adversário. O xadrez político passou a ser um jogo de sobrevivência para gente pouco inteligente.

A ameaça como arma de aborrecimento

9. Estamos sob aviso laranja no que diz respeito a garantias sociais e apoios. A vingança prepara-se e será servida em geleira de plástico dada a contenção. Será isso e um segundo resgate destinado exclusivamente a viabilizar o “expurgo” dos trabalhadores da Função Pública até Dezembro. Com as medidas que vai implementar poderemos ter a certeza de uma coisa: O Estado não criará nenhum emprego e afundará o país de tal forma que poderemos, em 2015 estar às portas de uma guerra civil.

O bom aluno aprende o que o professor ensina. O aluno inteligente persegue os seus objetivos. O aluno estúpido tenta mostrar que faz muito mais do que o que se lhe exige

8. Esta é a verdadeira história do PSD depois da morte de Sá Carneiro Não é possível que um partido liberal não tenha um mínimo sentido patriótico. É totalmente contra os cânones conservadores e liberais. Afinal, que partido é esse que nem ideologia, pragmatismo ou realismo tem? Parece um encontro de petulantes licenciados (ou quase…) que sofrem da Desordem dos Franceses Saltitantes do Maine .

Os mercados papões

7. Há para aqui uma ilusão perene em relação ao papel dos mercados. Os atuais contadores de histórias falam dos mercados como seres horríveis, papões que nos deglutirão vivos se cometermos o ingénuo pecado de recusar a imposição de um acordo que não conseguimos cumprir ou mesmo de achar que não queremos cumpri-lo de todo! Vou contar-vos um segredo: os papões tem mais medo que nos recusemos a cumprir o acordo do que nós. Primeiro porque o incumprimento cria condições para um encadeamento de efeitos que poderão implodir a Europa. Se a recusa de cumprir de um país for acompanhada de outro e mais outro e outro ainda e se todos recusarem o Euro, assumindo a nossa bastardia geográfica (Grécia, Espanha e Portugal passam a categoria de Estados mediterrânicos pré-africanos) e nos virarmos para os Estados do Norte de África, perspetivando um eixo de cooperação mediterrânica onde nós entramos com a tecnologia e qualificação e eles com os recursos energéticos e mineiros numa...