Espero que o arrepio global destas últimas semanas tenha estremecido algumas consciências relativamente ao que representa o capitalismo extremo e a demissão política das populações relativamente aos seus destinos. Neste processo em que ninguém está inocente a Europa e a América cavaram bem fundo a sua própria sepultura ao subsidiar a sua produção agrícola, condicionar a produção agrícola alheia, influenciando governos corruptos a aceitar a exploração agrícola em monoculturas debilitantes do ponto de vista ecológico e das estruturas sociais dos países explorados e, não bastando isso, especulando o valor dos alimentos, ancorado na especulação energética. Este complicado jogo a que chamo sinoismo do mundo (consolidação de elites, eliminação das classes médias, trabalho precário, mal remunerado e de subsistência, appartheid populacional com a fixação de elites em cidades-estado, muralização da indigência ou outros incomodativos, policiamento e militarização tecnológica e genocídios autori...