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Freeport: dúvidas e certezas

A “nova menina dos olhos” da imprensa – o caso Freeport – levanta-me uma série de questões que, do ponto de vista noticioso, gostaria de ver esclarecidas. Quem acompanha este blog percebe logo que Sócrates não tem cá apoios.O que não quer dizer que concorde com os termos em que tem sido noticiado (sobretudo na televisão e na SIC em particular) este caso. Em primeiro lugar, as fontes. São obviamente no aparelho da Justiça. Evidentemente tem de ser protegidas apesar do crime que cometem (quebra do segredo de Justiça) mas gostaria de perceber o mecanismo de transmissão das informações. Serão pagas? Ou sairão por via da estreita ligação das pessoas que tem acesso à investigação aos partidos? Em segundo. O timing. Quatro anos após as primeiras notícias sobre o caso surge em nova dose e formato. Não discuto os tempos da Justiça e da investigação, mas é legitimo realçar a coincidência de tempos eleitorais. E sendo um caso que envolve figuras da governação e representação directa do país, não ...

Revisitando os principais compromissos eleitorais de Obama 4

Irão: Defende que a diplomacia directa com os líderes iranianos dará aos Estados Unidos maior credibilidade para pressionar por sanções internacionais conjuntas. Será sempre a melhor forma de combate ao radicalismo islâmico: estender uma mão aberta a Teerão. É um Estado forte mas com a religião encostada. Se os líderes laicos conseguirem ir empurrando a religião para fora da esfera do Estado, o terrorismo começa a ter problemas de financiamento. No discurso até poderão manterá ferocidade, mas na prática poderão existir mudanças. Todavia a aproximação ao Irão tem um preço: Israel tem de abandonar o expansionismo militar porque não há regime em sociedade islâmica que aceite o diálogo sem que a América ponha travão na obsessão sionista. Iraque: Inicialmente contra a guerra, opôs-se ao envio de mais tropas para o território. Mas, depois, votou a favor, enquanto senador, de mais verbas para financiar a guerra. Chega a tempo de inverter o erro. Não se pode combater o terorismo com exércitos ...

Revisitando os principais compromissos eleitorais de Obama 3

Cuidados de Saúde: Cobertura universal. Veremos que resultados poderão ocorrer com esta viragem nas políticas de saúde e segurança social. A pobreza endémica, seja em Portugal, Venezuela ou na América é o grande entrave ao desenvolvimento humano. Trata-se de uma estrutura circular e hereditária, que não se elimina com um topping de subsídios e regalias. As sociedades geram e mantém a pobreza porque são injustas na distribuição da riqueza e no acesso a bens e serviços. Mais do que protecção financeira, importa que seja garantida a consolidação de estruturas às gerações futuras, de forma a quebrar o ciclo daqui a 40/50 anos. Defesa: Expressou cepticismo quanto à quantidade de dinheiro que os Estados Unidos estão a gastar no uso de mísseis. Os valores abaixo mencionados dizem respeito “apenas” à máquina militar. Falta contabilizar CIA, FBI, NSA, etc., etc., etc.De resto, os valores falam por si. The federally budgeted (see below) military expenditure of the United States ´ Department of D...

Revisitando os principais compromissos eleitorais de Obama 2

Comércio: A favor da reabertura do Acordo de Comércio Livre Norte-Americano. Talvez a mais árdua tarefa internacional americana que adivinho quase impossível um acordo num primeiro mandato. As posições estão extremadas, a Europa lançará mais cedo ou mais tarde politicas de protecção como forma de activação dos mercados internos e protecção ao emprego e os tempos de agricultura barata também chegaram ao fim. Alcançar um equilíbrio num âmbito tão vasto não será fácil e só poderá ser conseguido através da criação de um alicerce – o Brasil. Sem o Brasil não me parece que possa existir sucesso neste campo. Coreia do Norte: Defende a criação de uma coligação internacional forte que acabe com o programa de armas nucleares. Desde que a coligação assente na sempre rejeitada ONU, parece-me possível algum entendimento. Fora disso será apenas mais um tiro no pé. Aliás, a reabilitação da imagem norte americana nos fóruns internacionais deve passar em larga medida pela valorização deste órgão que ...

Revisitando os principais compromissos eleitorais de Obama

Aborto: A favor dos direitos da interrupção voluntária da gravidez . Não será um tema fácil numa América dividida sobre o tema. O apelo presente nos seus discursos sobre os Direitos Civis aponta para que não se verifiquem mudanças na abordagem. Todavia será uma questão que Obama guardará para um momento oportuno da sua legislatura, quando necessitar do apoio das alas menos conservadoras da sociedade. Afeganistão: Reforço com sete mil soldados do contingente norte-americano (32 mil). As tropas seriam retiradas do Iraque. Obama ameaçou lançar um ataque unilateral a alvos terroristas no Paquistão, caso este país «não consiga ou não actue» contra os mesmos. Será, com todo o sentido, a área onde Obama ganhará a segurança interna e mundial. Agrada aos sectores conservadores e militares norte-americanos e do ponto de vista da defesa contra o terrorismo sempre fez mais sentido do que a invasão do Iraque que mais não foi que uma aventura económica e especulativa à maneira de Kissinger nos anos...

Palestina 5 – Mudar é possível

Há vários caminhos para a mudança. São ainda pequenos esforços de gente lúcida que sabe que a guerra nunca será uma resposta. Acredito que a lucidez chegará pelos jovens de ambos os lados que combaterão as lógicas absurdas deste presente. http://reutsadaka.org/ http://www.combatantsforpeace.org/ http://meet.mit.edu/