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A extinção dos comentadores profissionais

O comentador encartado está a perder espaço. Pessoas presumivelmente cultas, versadas em agricultura, resíduos nucleares, política laociana e culinária estão a perder audiência para um novo género emergente de comentador: o político em pousio. Está nova espécie – basicamente ignorante de todas as matérias - tem, no entanto, um profundo e aturado conhecimento de uma coisa: a sua pessoa. É com base nos seus EGOS que são capazes de explicar o funcionamento do bosão de Higgins, os efeitos climatéricos da extinção da acácia rosa ou a razão da perfeição ergonómica da passada de H.Bolt. E isto só é possível por dois fenómenos: o batismo redentor e o fanatismo popular pelo imediato. O primeiro, dita a ressurreição, ou melhor, o renascimento do Homem. Livre dos pecados anteriores pela aceitação de uma nova fé, regressa revigorado e perdoado. Tal como um carro usado recauchutado pelas oficinas da marca, parece que nunca conheceu estrada. O seu hímen político parece intacto e impoluto,...

De como a língua portuguesa requer um tratamento delicado e atento

Depois das contradições e angústias relacionadas com o Presidente da Câmara ou "de Câmara" que deu uma nova formatação ao cinismo político, querendo argumentar em áreas onde não é particularmente dotado (cresce a minha dúvida sobre as habilitações académicas de todo o povaréu frequentador dos lupanares partidários!) acordei hoje com o trocadilho fácil da notícia do DN: Banqueiro arguido por tráfico de influências Quantas derivações consegue-se extrair deste título?   Influência de banqueiro arguido por tráfico Tráfico de banqueiro arguido por influência Banqueiro de tráfico influencia aguido Arguido por tráfico influencia banqueiro Tráfico de arguido inflencia banqueiro Banqueiro influencia tráfico de arguido Arguido por influência de tráfico banqueiro   Divirtam-se!

A vergonha novamente desvendada

http://www.opensocietyfoundations.org/sites/default/files/globalizing-torture-20120205.pdf Apenas lamento o tempo que a Amnistia Internacional Portugal perdeu a tratar de casos avulsos cuja gravidade para além de duvidosa não tem a envergadura e relevância desta. Um país que permite que outros exerçam repressão e tortura à revelia de toda a Lei (nacional e internacional) é um país que está a um passo de pratica-la. São estes "acordos" políticos que garantem lugares de prestígio na afamada "Europa" dos cangalheiros da Democracia.

A soma de todos os fracassos

Canadá chora Amanda, 15 anos, que não resistiu a três anos de iciberbullying/i - Sociedade - PUBLICO.PT Taliban reivindicam ataque contra activista paquistanesa de 14 anos - Mundo - PUBLICO.PT Onde estamos nós? Porque nos deixamos perder? Porque tem de ser jovens a pagar a nossa informada ignorância, a nossa riqueza de nadas? "As situações são mais complexas do que se refletem nos fatos..." mas eu sou estúpido ou o que? Passamos a vida a chacinar e a deixar chacinar por comodismo político e social. Não nos incomodamos e o fascismo toma conta da Europa, a demência religiosa ataca na América e países árabes (ao ponto do Ocidente apoiar os novos talibãs sírios e líbios para retirar supostas ditaduras com quem ignorantemente colaboraram, pactuaram e acobertaram!). Não terminaremos a década sem sangue nas ruas, nas casas e na capitulação total por nos negarmos a combater agora. Pois agora é que se deve combater, antes que morram os que ainda não tiveram tempo para sonhar.