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Billy Bragg - Internationale

Há muito para aprender neste mundo!

O “cisma grisalho” e o restaurador Olex

O que encanta em Portas é o grau de demagogia com que nos brinda a cada messiânico discurso. A expressão marcante do seu discurso (há muitas, mas esta é o must!) o “cisma grisalho remete-nos para uma teologia com problemas de próstata, o marcante referencial da separação da fé por modalidades em relação direta com a miopia dos argumentos!   Portas coloca uma barreira onde ela, de fato, não existe. Podemos ficar grisalhos aos 30 ou 40 anos, podemos chegar aos 80 sem fio de cabelo ou usar peruca! Se o “cisma” tem como referencial a “situação” da pessoa (reformado) teremos que contabilizar o largo cadastro institucional dos precocemente inúteis, deputados e demais políticos que após uma exaustiva contribuição para o país (em média uns 12 anitos!) conseguem sacar um arrimo que conforte o insubstituível e dedicado trabalho público de enterramento da nação. Estes precocemente reumáticos são um encargo que é preciso proteger, erguendo barricadas de ameaças falsas para que a n...

Portas e o discurso da Montanha

Pouco passava das 19h quando Portas subiu ao púlpito para falar ao povo sedento de um milagre que retirasse esta pandilha do Estado português e provocasse um controverso delírio furioso nas massas, felizes como se todos os clubes tivessem ganho a Liga de futebol em simultâneo. Mas a jactância da palavra (agora o sound bite foi reduzido a palavras “diferentes”) que caracteriza os divinizados aponta apenas para um caminho: a ponderação. E Portas disse: “ Irmãos, tal como vós, eu sofro as mil dores que provém destes maléficos demónios que passo a vida a tentar domar. São eles que, apesar da minha humilde reticência, do meu moderado repúdio e do avisado e experiente conselho, não conseguem passar sem o prazer de ver as vossas provações, os lancinantes gritos de sofrimento .” E mais disse: “ Sabeis que estou aqui para controlar o controlável, para não tolerar o intolerável e para me regozijar com o vosso sacrifício que também é o meu. Quiçá o meu seja maior porque te...

A nova moeda

Presumindo a saída do Euro, não gostaria de regressar ao Escudo. Teve o seu tempo de heroísmo pátrio. Não é uma nomenclatura monetária do Séc. XXI. Morabitinos era bonito e impronunciável no Norte da Europa mas está muito datado e foi criado na inveja da moeda muçulmana. O Real já tem dono e é uma versão filosófico-republicana (Real de realidade e não de realeza). Precisamos de algo com carater de resistência histórica como o Condestável (1 Condestável = 10 Aristides = 100 Viriatos) ou mais modernaço como o Mourinho (1 Mourinho= 10 Ronaldos=100 Nanis). Também gostaria de um elogio a Arte como o Pessoa (1 Pessoa= 10 Camões=100 Saramagos). No caso de cada zona do país poder ter a sua moeda, Cascais teria a Plástica ( 1 Mamoplastia = 10 Rinoplastia= 100 peelings) ou a moeda para os meios políticos de seu nome TACHO (1 EDP=10 GALP=100 BRISA). Seria bom começarmos a ponderar.

Um país governado por comentadores de televisão

15. Numa arrumação (quase) aleatória dos comentadores numa estrutura de governo ficaríamos com um supergoverno do centrão . Este pessoal que sabe tudo desde que virou comentador e que andou a marulhar e fintar o destino quando esteve na cátedra daria um governo de grande espetacularidade mediática. Basta dizer que as televisões ofereceriam o triplo do que costumam oferecer aos clubes de futebol pela transmissão direta do Conselho de Ministros! Não se deixem turvar pela diferenciação ideológica. Isto teve o seu tempo, o que interessa são os equilíbrios dinâmicos que a pluralidade opinativa permitiria. Senão vejamos: Primeiro-Ministro : José Sócrates Ministro da Economia : Francisco Louçã Ministro das Finanças : Manuela Ferreira Leite Este “core” de largo espectro permitiria uma panóplia de soluções para o país como nunca a democracia experienciou. A ratice de Sócrates, o retroativismo de Manuela e o avant gardismo de Louçã levariam a uma multitude de soluçõ...