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Estadão:de como o passado quer estar sempre presente

Não é o meu jornal favorito.
O que não tem nada a ver com a defesa que se impõem de um orgão de informação ser livre para investigar e informar sobre este ou qualquer outro assunto.
De tudo o que pude ler, não me parece que o jornal tenha excedido qualquer das suas funções de informação, a linguagem utilizada tem sido limpa e não insultuosa (insultuoso é o facto em si!) e não vejo onde possam ter tropeçado no segredo de Justiça.
O aprofundamento da notícia, que tantos outros jornais apresentaram, incomoda? Pois deve incomodar, o que não quer dizer que não seja um direito e um dever para com o leitor dar informação.
A liberdade tem custos, provoca danos e perturba a "normalidade" instalada. É o preço a pagar por um direito fundamental, aquele que alicerça os restantes.
Quem está mal nesta fotografia é a Justiça, por ser lenta, colada ao poder e incoerente nos processos.
Não é este o Brasil com futuro, este é o passado que não deve ser esquecido ou ignorado mas nunca reciclado.
Deve ser posto no museu, por trás de uma montra de vidro, para que futuros olhos curiosos se abram de espanto e entre risos e dúvidas exclamem: "Como foi isso possível!".

http://www.estadao.com.br/especiais/entenda-a-censura-ao-jornal-o-estado-de-spaulo-e-ao-site-estadaocombr,67545.htm

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