sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

2013: O que fazer com um ano inútil

Resumindo tudo e contra a corrente de louvor papal, o ano de 2013 teve como figura principal o conflito e poderia ser retratado por um jovem mascarado a atirar pedras contra a polícia. Nunca como em nenhum outro ano a contenção policial foi necessária perante a ordem de injustiças, desigualdades, nepotismos, etc., etc. etc. Os Estados deixaram de representar os povos, as nações estão a ser desmontadas e os grandes interesses financeiros instalam-se com uma linguagem musculada sobre o mundo, definido as barreiras dos que tem e dos que estão excluídos deste novo mundo que se desenha, ficando ainda umas réstias por eliminar mas que se mantem enquanto necessárias. Neste mundo conturbado onde grandes interesses se disfarçam, de Estado (Rússia, China ou Coreia, por exemplo) e onde o Estado foi substituído por interesses específicos de natureza transnacional (Portugal, Grécia ou Itália) ou aqueles em que o Estado é uma fachada de recurso (EUA) para interesses particulares. A dívida, a crise, são apenas um esquema. Daí que o que ainda não fez com que as democracias desaparecessem totalmente foram os manifestantes de rua e os sistemas judiciais que confrontam as leis do Estado contra a trupe sem escrúpulos instalada. Este ano teve 3 eixos de crise: A Europa e a pretensa recessão arquitetada para compensar as perdas do sistema bancário e para fazer ruir o Estado Social europeu, escravizar Estados independentes e baixar custos salariais como estratégia competitiva. Este tipo de crises na Europa coincide com a emergência da extrema-direita com as consequências habituais na estreita consciência europeia; A Primavera Árabe que encurralada em contradições entre a extrema modernidade e o repugnante conservadorismo não se conseguem estruturar, tornando-se assim pasto para o seu enfraquecimento promovido por Israel e Estados Unidos que na vertente diplomática apoiam as “democracias” que tardam em se estruturar e simultaneamente incendeiam com o integrismo islâmico e Al-Qaeda (de quem são obviamente comparsas) de forma a fragilizar toda a zona. A América Latina e a suas intangíveis contradições entre modelos de mercado e socialismo cristão, tentando criar uma força emergente que crie ruturas positivas com a forma com as Democracias Ocidentais se estruturam. Através do desenvolvimento de uma massa critica e uma classe média politicamente envolvida como forma de evitar modelos autocráticos de governação onde o povo só será chamada à uma legitimação formal e profundamente condicionada nas escolhas pelos media e demais sistemas de dominação ou, em alternativa, desenvolver fenómenos messiânicos populares cuja sobrevivência é duvidosa pelo estreitamento da visão política. Todas estas experiências esbarram na impreparação dos modelos por duas ordens de razão: a expetativa excessiva de que a riqueza será distribuída de forma razoável no curto prazo e pela omnipresença do capitalismo e dos seus generais. Flutuando entre estes eixos que eventos ficam deste ano miserável e esquecível a vários níveis? 12 Fevereiro: Renúncia de Bento XVI e a “revolução” das batinas começa. A “reforma silenciosa” das questões económicas e da política sinistra de virar a cara sempre que há problemas com a sexualidade cristã, mais cedo ou mais tarde, teriam de chegar. A igreja precisa de modernização de princípios e atualização de critérios sob pena de desaparecer. 05 Março: Morte de Hugo Chávez. Não era um Kim-Jon Il tropical, não era Fidel). Era bolivariano e fez à sua maneira o Juramento de Monte Sacro. O cerne era a independência e autodeterminação e, algures, num recôndito segredo a mais perigosa das ideias: a união latina da América do Sul (que exclui o Brasil mas namoraria sem duvida a Argentina e o Chile). Sem ser um visionário, transportava uma chama. Nem tudo era lucidez, nem tudo era coerente. Infelizmente parece que se mantem a aparecer em grutas, nuvens e outras formas da natureza. Podia ser pior. 13 Março: Jorge Mario Bergoglio torna-se Papa Francisco 15 Março: Guerra civil da Síria faz 2 anos, 700mil mortos e mais de 1 milhão de refugiados 19 Março: Comemoram-se os 10 anos de invasão do Iraque e apesar de todos os meios e informações disponíveis ninguém quer dizer o real número de mortos (civis e militares) deste genocídio e ninguém quer somar as que ainda se produzem por força da utilização de munição “enriquecida” com uranio “empobrecido”. 08 Abril: Contrariando a profunda solenidade da extrema-direita e dos seus acólitos neoliberais e as homenagens de Hollywood (até fizeram um filme de idolatria), milhares de fãs do Liverpool, de Manchester e da Argentina viveram um dia de festa pelo fim de mais uma excrescência desnecessária. Morta e esquecida, convém ser lembrada apenas para não repetir. 15 Abril: Atentado na Maratona de Boston provando que o mundo que criamos está errado. Quando 2 jovens que podiam estar a fazer outra coisa para matar o tédio, transformam um momento de alegria que todo o desporto possui numa alegoria ao desprezo como conduzimos e tratamos a vida humana, num massacre sem sentido. Compreendo aqueles que destroem alvos políticos, militares e económicos. Não compreendo o abate sistemático de civis. Se os maluquinhos de serviço querem brincar às bombas, ao menos acertem em alguma coisa que valha a pena. 11 Maio: México Movimento #yosoy132 http://www.youtube.com/watch?v=oVvju2E3qcc Depois da morte de Mandela, todos os meus heróis tem menos de 25 anos. Este movimento toca o essencial: a mudança dos media, a eliminação dos monopólios da informação ou no limite, deixar de consumir as noticias preparadas para a opressão, instalação do medo e aceitação de fatos criados ou inventados. E o que é bom para o México é bom para muitos países doutros continentes. 06 Junho: Início viral dos protestos no Brasil com o aumento do transporte público que se prolongam até final de Julho. Começando por uma questão do preço, rapidamente se transformou numa manifestação de massas de uma sociedade muito desigual, cujo crescimento económico não corresponde a distribuição como em todas as economias de mercado de pendor liberal. Ora, o que acontece é que o Estado brasileiro irá gastar um volume absolutamente imoral em estádios e infraestruturas olímpicas e para o fazer necessita do contributo dos mesmos pobres e remediados. Cansa, é chato, é sempre igual. No mundo, as pessoas vão ficando fartas. Muita coisa vai mudar até o fim da década e não da forma mais pacífica. 09 Junho: Edward Snowden denuncia através da imprensa como os EUA espiona os sistemas de comunicação no mundo. Perguntas: São só eles? Quem mais faz? Como os diferentes Estados “democráticos” Ocidentais indignados fazem este mesmo controlo? Como assediam e contornam os contratos privados entre clientes e empresas para realizar escutas, devassas na vida privada para controlo pessoal para perpetuar os seus lugares, tachos. Quantos diretores e subdiretores deste Portugal por terem pertencido a determinadas polícias mantem amicalmente registos e escutas a pessoas menos fiáveis às suas psicoses, manias ou alcoolismo? 30 Junho: Golpe estado Egito derruba governo eleito da Irmandade Muçulmana. Independente das dúvidas que tenho sobre a validade desta aposta popular, fatos são fatos e era um governo eleito derrubado por militares que de há muito se encontram subornados por Israel e do qual recebem prebendas de diversa natureza. Para além disso não vi qualquer esforço de países ocidentais em vender armas aos egípcios para combater a tirania. Cada um tem a Síria que bem quer. 03 Agosto: Sai a sorte grande a Obama e o Irão passa a ter como Presidente Hassan Rohani. A aproximação irá até à letra N de nuclear. Depois, voltamos ao mesmo. 06 Agosto: A Amazon compra o jornal Washington Post. Que tipo de informação haverá na próxima década? Penso que não serão diferentes dos atuais folhetos do Continente. 27 Setembro: Uruguai liberaliza o aborto até a 12ª semana de gravidez. Estamos a falar de um país católico. Que reconhece a mulher tal direito. Nunca é demais recordar que não é uma questão feminista mas sim feminina. 15 Novembro: Réus do julgamento do mensalão, no Brasil que tiveram prisão decretada se entregam à polícia para cumprir as penas. Espero que sirva de exemplo a todos os envolvidos nos casos BPN, BPP, Submarinos, os outros todos que envolvem o BES ou associados. Mesmo entregarem-se parece-me mais fáceis do que serem condenados… 21 Novembro: Viktor Yanukovich, presidente da Ucrânia, decide abandonar o acordo político comercial com a EU e aceitar o apoio russo a economia deste país. Apesar de toda a envolvente do problema, não posso deixar de pensar que há algum bom senso nesta atitude, sobretudo porque a Europa, à última da hora resolveu desviar-se do Acordo pela sua inamovível posição de apenas negociar Acordos bilaterais. Avisadamente, o presidente da Ucrânia não quereria perder a presença de Moscovo. Há toda uma história, religião, parcela da população que é partilhada. Desmantelar esta relação de uma assentada poderia ter consequências negativas. Mas a Europa é especialista em deixar os estados bálticos de chapéu na mão. 05 Dezembro: Morre Nelson Mandela. Foi penoso ver as cerimónias de homenagem – algo a que Mandela certamente não iria. Sinal dos tempos: o que ficou de tudo isto foi um selfie entre um político abstrato, uma promessa remelosa e uma líder de um Estado que joga Hóquei no gelo e um tipo que abanava as mãos de forma não comunicacional. 10 Dezembro: O Senado do Uruguai (outra vez!) aprovou a proposta de legalização da marijuana, que prevê o seu cultivo, distribuição e comercialização, tornando-se no primeiro país do mundo a permitir a liberalização. Do jeito que o mundo vai se calhar é sensato e profilático. Esperam-se os resultados efetivos desta medida relativamente ao tráfico, justiça e sociedade.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Srebrenica


Sbrenica faz 18 anos. É a prova de que a Europa nunca será unida e que, ciclicamente, fará as suas purgas, por dinheiro, crença ou prepotencia. Ou todas juntas.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Balanço e Contas: 2 anos de governação

Ao fim de 2 exaustivos anos de governação importa fazer uma reflexão não sobre os atos do governo mas sim sobre o comportamento da sociedade em geral relativamente ao que se está a passar.

Para faze-lo, importa ter presente algumas premissas que a comunicação social e as pessoas em geral insistem em negligenciar e a fingir ignorantemente que não são as traves mestras do comportamento governativo:

1. Este governo não governa para os portugueses nem para os seus eleitores;

2. Este governo não pretende implementar qualquer modelo económico. Pretende apenas criar a rutura necessária à implantação de um;

3. A sua intervenção orienta-se por uma falsa perceção de que a sociedade portuguesa entrou em rutura com o socialismo e as conquistas sociais do 25 de Abril;

4. Para agradar credores e cair no goto do sistema financeiro que irá propiciar empregos futuros a quem for mais bandalho com o seu país, usou o medo para tornar a mudança incontornável, culpando e responsabilizando aleatoriamente setores da sociedade, classes profissionais, consumidores, jovens, idosos, etc. na tentativa de atirar uns contra os outros num processo de inconsciência coletiva.

Se os portugueses se deixassem de convencimentos e olhassem para a verdadeira questão que nos trouxe até aqui, não estariam tão assustados. Veriam que foi um processo onde foram seduzidos, usados e atirados para a sargeta quando já não tinham serventia.

Há 2 anos atrás todos queriam ser vampiros e sugar o sangue socialista e votaram na vingança ou na ilusão de que o sistema politico nacional não corre em linhas paralelas entre estes dois partidos, pensando que esta mudança poderia levar aos Tribunais os presumíveis implicados na hecatombe económica do país.
Nesta fantasiosa ilusão, os portugueses não perceberam que nunca haverá cadeia para quem se serviu do Estado antes ou depois entre estes dois baluartes partidários nacionais. São partidos que controlam e convivem com a Magistratura, com a inépcia do Ministério Público, com a incúria Judicial e tem uns centos de homens de mão para doutrinar a opinião de quem não percebe a falta de seriedade do sistema por eles criado e que alimenta inúmeros servos.
E já ninguém se lembra de quando Portugal começou a afundar. Mas posso recordar-vos: dia 1 de Janeiro de 1986 começamos a receber dinheiro a troco do esvaziamento da economia, assim como se engorda um porco ou embebeda o perú antes de por a faca a amolar; a 7 de Fevereiro de 1992 passamos não só a engordar como deixamos de poder escolher a farinha que nos torna obesos e doentes: tudo passa a ser definido e determinado por outros mais ricos e poderosos (e nós até achamos bem, atendendo a confiança política que nos inspira a malta que temos por cá!) e finalmente, a 31 de Dezembro de 1998 ficamos a saber (alguns) que seriamos extintos cheios de rótulos negativos.
Tudo isso entre uma Expo 98, uma capital da Cultura, um Europeu de futebol!

Quer isso dizer que a CE é um papão que só existiu para nos engolir vivos e nos maltratar, coitadinhos dos pobrezinhos, bons alunos e muito simpáticos a acolher turistas? Não.
A CE deu-nos a oportunidade de termos uma Economia de Mercado, capitalista e concorrencial. Não nos disse para deixarmos a agricultura: quem fez isso não leu os papéis até o fim. A Europa apoiou a reorganização agrícola, apontou para a reconversão do minifúndio e aconselhou Portugal a desistir de áreas em que não poderia concorrer ao nível da monocultura (tanto é verdade que não se negaram a apoiar a produção leiteira em Portugal, suposto bastião francês!). O tipo que supostamente nos levou a riqueza (acho que trabalhava nessa altura…) deve ter lido na diagonal, muito ao jeito dos self made men!
Mas mesmo que tivesse lido direitinho, Portugal não queria mudar. No Minho cada um queria a sua leira e só a vendia por 20 vezes o valor que a terra renderia e que não serviu para plantar mais do que casas de emigrantes, rigorosas e helvéticas quando comparada com o bem patrimonial local, acanhado, mesmo ali ao lado.
E as grandes herdades plantavam coisas para não colher e receber o abate da monocultura que dava uma produção de grande cilindrada na capital. Mas como sabiam eles isto? Tinham amigos, pois. E não tinham vergonha de envelhecer o Alentejo e Ribatejo, fazendo migrar os poucos jovens que se dispunham ao trabalho. Agora moram alguns raros velhos entre povoações a quilómetros umas das outras, entremeadas por estufas catitas de holandeses que não precisam de ninguém. Ou de alemães e franceses que compra mão-de-obra escrava através de agencias duvidosas.

É assim. Portugal não “quis” uma economia de mercado. Éramos socialistas. Mas não muito.

Depois do arcano revolucionário, sub-pai da Democracia portuguesa ter encarcerado o socialismo numa gaveta e o Alzheimer ter-lhe atacado ao ponto de nunca mais saber em que secretária foi (recentemente dá uns ares de Black Block mas acho que não consegue partir montras…) o país viveu uma catita mercantilização, dava-se umas esmolas de Fundo Social Europeu aos sindicalistas (que engordaram e se fizeram barões!) e a coisa lá ia andando.
Rosnava-se mas havia dinheiro e o futebol era entretido.
Queríamos ser socialistas mas isso da solidariedade é muito chato! Obriga-nos a participação. Ao menos na extrema-esquerda as miúdas eram mais giras! Havia dinheiro e de 4 em 4 anos regava-se a Função Publica para ela florir em boletim de voto!
A “qualidade dos serviços” media-se pela ascensão nos escalões e na grande, gorda e precoce reforma dourada pela unha encravada incuravelmente detetada por um médico que “era amigo da Amélia da contabilidade e que já lhe tinha passado umas baixas a seguir às férias grandes!”
Era assim, o bom e velho e socialista Portugal dos abonados (não eram ricos, eram abonados e sabiam e tinham tempo de aproveitar todos os furos e oportunidades do momento e discutiam ferozmente com o sistema quando lhe ficavam com 2 centavos do ordenado… Bem, ainda o fazem!

Depois veio o Euro e o crédito. Podíamos viajar para qualquer lado e dizer que as coisas no Benin “eram tão em conta! Comprei montes de artesanato que pus na garagem porque fica horrível nesta nova decoração que compramos para a sala!”.
E utilizávamos a fórmula QSF (Que se foda!) para a resolução de todas as dívidas que se acumulavam. Seria culpa nossa? Sim e não. Ninguém nos avisou e esquecemos o que os nossos avós passaram na guerra, aquelas histórias que contavam no tempo em que ainda ouvíamos os velhos.

E finalmente fomos dando conta que uma data de gente tinha ido ao bolso da nação e colocado o país em off shore numas ilhas quaisquer. E que já não tínhamos nada, só dividas. E que não havia certeza se nos emprestavam mais e nós aqui, janados por viver a crédito (o Estado, entenda-se. Não nós que não somos o Estado…)
Figurão a figurão, foram caindo em desgraça todos os que andaram a pregar o interesse público, os valores, o trabalho e toda aquela verborreia anacrónica. E apareceram políticos moscas varejeiras, zumbindo populismo nos nossos ouvidos a fazer de arauto dos deuses, trepados numa pilha de supostos jornais que lá iam soltando escutas e documentos que pagam a peso de ouro e que o Ministério Publico nunca descobre, ou descobre sem mandato ou um qualquer erro técnico que a tropa de advogados de traficantes de influência descobrem no meio do travamento da Justiça.

Chegados aqui, o que aconteceu? Simplesmente, não nos assumimos. Não fomos socialistas, não merecemos Abril. Mas também não fomos sociais-democratas, liberais, comunistas ou outra coisa qualquer. Criticamos e nos deliciávamos com a Europa mercantil, financeira e oportunista. Fomos os garotos que sempre somos, à espera do tau-tau do paizinho e do ralhete da Sra. de Fátima! Aproveitamos, como se tivéssemos descoberto uma entrada secreta para a pastelaria! Entremos com gula, vivemos o exagero e saímos de caganeira. Nada de novo. Somos diferentes dos outros? Não. Em Inglaterra fizeram um riot do nada que demorou uma semana a controlar. E muitos dos envolvidos nem sequer eram perigosos delinquentes. Foi a oportunidade que os criou.

E agora.
Agora, é ouvir uma data de malucos que se juntaram nas televisões, a falar das coisas como se não fosse nada com eles e, quem quiser, acredite.
Avaliem o governo como quiserem. A mim não me surpreendeu. Para ser franco, até acho que se atrasou em reformas que não vai conseguir fazer porque são de uma falta de jeito confrangedora.
O que os patrões deste governo mandaram-nos fazer é simples:

.Privatizar todas as empresas, setores e serviços com interesse económico;
.Desmantelar o setor empresarial do Estado, alienando o que tem interesse a falindo o que não tem serventia;
. Reduzir a Função Publica para um nicho muito reduzido de trabalhadores (cerda de 20% do que são hoje);
. Promover alterações nos direitos laborais, limitação da lei da greve, etc.
. Pauperizar toda a população idosa que possui propriedade rural e limitar a ocupação urbana de pessoas de baixo rendimento para a futura reconversão agrícola, urbana e turística;
. Criar uma massa de desemprego (40% da população ativa) de forma a reduzir os custos do trabalho;
. Eliminar os Direitos Sociais mais importantes, alterar o quadro legal dos direitos, liberdades e garantias e tornar 50% da população ativa completamente dependente de baixos salários

Depois de tudo estar privatizado e em escombros, entra em força o novo Plano Marshall (que obviamente não será conduzido pelo governo português), com o capital estrangeiro tomando conta deste futuro “milagre económico” que ocorrerá daqui a 8 anos, mais coisa menos coisa.
Nessa altura já não haverá Democracia (embora continuemos a votar, mais ou menos como agora!), nem direitos sociais e muito menos económicos.
E porque temos de ficar chateados?
Porque insistimos em avaliar o governo em lugar de avaliarmos o nosso papel.
O governo está a desempenhar medianamente o seu papel. Escusava era de disfarçar ao que vem (na verdade não tem muito jeito. Meteram um cómico na Economia, um cínico nas Finanças, um ignorante como PM e uma data de gente ansiosa por um empreguinho na Goldman & Sachs (espero ter escrito bem. É que muitas vezes confundo com Banco de Portugal!) no final da legislatura.

Que se portou mal no final fomos nós.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Billy Bragg - Internationale



Há muito para aprender neste mundo!