Pular para o conteúdo principal

O Trabalhador refém

Inaugura-se, após a entrevista do Ministro, uma nova forma de trabalho. Já temos o trabalho precário, mal remunerado, escravo, para os nascidos em berço de oiro e agora temos o trabalhador refém.
Refém das suas habilitações, do seu interesse e motivação e da sua qualificação.

Este funcionário que não pode passar a disponível como os outros porque interessa ao Estado. Sim, este mesmo. Encontra-se em sequestro.
Não pode ambicionar maior remuneração, reconhecimento ou formação. Aqui não há lei do Divórcio. Está casado e pronto!

Não importa que não seja reconhecido ou valorizado. Não importa que a sua função dependa de respostas de obscuros departamentos do Estado sedeados em Lisboa que nunca o contactam e nunca dão respostas ou recursos e cuja única preocupação é pedir estatísticas absurdas (geralmente de uma Quinta para Sexta-Feira!), deslocadas do real mas dentro da gestão por objectivos orientada de maneira tonta porque desvinculada do real (sim, o pais real, aquele que começa a seguir as portagens!).
Não importa quanto dedicaram ao serviço. São necessários e pronto!

No privado não é possível este tipo de algemas ou sequestro. Se interessa muito, a entidade patronal assedia intensamente com as armas que dispõe, sejam horários, remunerações, formação, etc.

De facto, só mesmo acreditando no milagre de Fátima!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Alguém nos explica isto?

Os registos de voo obtidos por Ana Gomes em 2006 revelam que, entre 2002-2006, em pelo menos 94 ocasiões, aviões cruzaram o espaço aéreo português a caminho de ou provenientes da Baía Guantanamo . Em pelo menos 6 ocasiões aviões voaram directamente das Lajes nos Açores para Guantanamo. Ver o relatório da ONG britânica. Não creio que isto nos deixe mais seguros e tenho a certeza de que me deixa a consciência pesada, foi o estado em que me integro que permitiu isto. PS (por sugestão do Vinhas). As notícias sobre um dos aviões que transportaram presos para Guantánamo e que agora se despenhou no México carregado de cocaína podem ser vistas aqui e aqui ou ainda aqui.

Porque não te calas?!

Com esta frase inaugura-se mais um capítulo das relações entre a Europa e América Latina. A Democracia, este capricho ocidental que, qual religião a expandir-se para além das terras dos Mouros, revela-se na sua melhor versão. Cinco séculos de colonização cruel, imposição religiosa, imperialismo grotesco e “relações de amizade entre os povos” criaram um tiranete de bolso como um produto que, pelos vistos, ninguém quer aturar! “Porque não te calas” (bem podia ser o nome de um bolero) é, no fim de contas, tudo o que representa o diálogo Norte-Sul. É o sentimento do sul-americano pobre que olha para a Europa e América como uma imensa despensa guardada por muros e arame farpado. O esforço de Zapatero (o único a ficar bem na fotografia) em responder a Hugo Chavez numa correcta polidez e consciência de onde estava, ficará na história como um testemunho a paciência. Quanto aos outros dois passaram a imagem tonta do que representam: um, o representante simbólico de uma forma secular de poder qu...